AUDIÊNCIA PÚBLICA PROPOSTA POR GILVANI, “O GRINGO”, REÚNE ENTIDADES PARA DEBATER SEGURANÇA EM ACADEMIAS

 A Câmara Municipal de Porto Alegre realizou, nesta quinta-feira (21), uma audiência pública convocada pelo vereador Gilvani “o Gringo” (Republicanos) para discutir o projeto de lei do vereador Jonas Reis (PT), que trata da obrigatoriedade de instalação de redes de proteção em academias de ginástica.


A iniciativa de Gringo em propor o debate surgiu da preocupação de que a medida não resolva o problema central da segurança. Para o parlamentar, já existem normas que estabelecem critérios claros a serem seguidos, inclusive quanto ao tipo de vidro que deve ser utilizado nesses ambientes. “As regras já estão postas. O que precisamos é dar segurança para que a população saiba o que comprar, que tipo de vidro utilizar e que os órgãos de fiscalização façam valer a lei”, afirmou o vereador durante a audiência.

Gringo lembrou ainda que apresentou recentemente o Projeto de Lei Legislativo (PLL) nº 374/25, que busca oferecer uma solução mais efetiva para o tema. A proposta prevê maior transparência na comunicação com consumidores e estabelecimentos, além de reforçar a responsabilidade da fiscalização. “Não se trata de criar uma nova obrigação para as academias, mas de garantir que a legislação seja respeitada e a informação chegue a todos”, completou.

Participação de entidades
A audiência contou com a presença de representantes de diferentes setores ligados ao tema, como empresários de vidros e esquadrias, entidades de classe, engenheiros, advogados e associações de academias.

A representante da empresa Vitech, Vanessa Kossartz, destacou que o problema não está no material, mas na falta de fiscalização. “O vidro é um material totalmente seguro quando aplicado corretamente. O que pedimos não é burocratizar o setor, e sim qualificar, regulamentar e fiscalizar. Que nenhuma família passe pelo que a família da Denise passou”, afirmou, lembrando o caso da mulher que morreu após cair de uma janela em uma academia de Caxias do Sul.

O vereador ressaltou que a audiência pública foi fundamental para ampliar o debate e ouvir especialistas, representantes de entidades e a comunidade. “A tragédia de Caxias tem que servir de exemplo para que possamos eliminar riscos e evitar novas perdas. Precisamos avançar em transparência, notificação e orientação, para que todos saibam exatamente quais são as exigências de segurança”.

Ao final, o vereador se comprometeu a cobrar da Prefeitura a fiscalização das normas já existentes, reforçando que o papel do seu mandato é garantir soluções que tragam segurança real à população.

Comentários

  1. Ola. Redes de proteção contra queda de corpos humanos, certamente devem ter dimensões calculadas e pontos de ancoragem para resistir e segurar . Elas por si só não contemplam garantias. MT

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